domingo, fevereiro 24, 2013

O PARAÍSO NA TERRA COMEÇA NO LAR


Dando continuidade às divulgações das publicações constantes nas revistas distribuídas pelo Templo Sagrado de Guarapiranga, quando a nossa 17ª Turma fez o passeio no dia 25 de setembro de 2011, o assunto que resolvi abordar desta vez é O PARAÍSO NA TERRA COMEÇA NO LAR:
O lar é um local muito importante e o Paraíso Terrestre somente será construído paralelamente à formação do paraíso no lar.
Infelizmente a situação dos lares em geral não é das melhores. O número de famílias que têm de lidar com a separação de casais, com a violência doméstica e outros problemas vem aumentando.
O crescimento da delinquência juvenil, naturalmente, também é preocupante. De modo geral, eles têm pouca resistência física, pouca vontade, pouca perseverança e falta-lhes capacidade de raciocínio e ação. Eles não têm muita esperança em relação ao futuro, não têm ambição em se realizar nos estudos, nem nos seus relacionamentos com outras pessoas ou mesmo na sociedade.
Temos que perguntar: o que significa um filho para o país?
O homem vem a este mundo com um corpo físico recebido de seus pais e uma alma provinda de Deus. Todas as crianças receberam a partícula divina. Podem ocorrer de dois irmãos terem índoles diferentes: um incorrigível e malvado e outro leal e honesto. A missão dos pais, neste caso, é criá-los de forma diferenciada, focando mais no filho dito problemático, porém, não se deve tentar eliminar este problema como se fosse um incômodo: amar esse filho como alguém que tem uma missão muito importante, direcioná-lo, através de exemplo, pois falar apenas não adianta, visto que muitos pais reclamam que seus filhos são isso ou aquilo, mas não param para analisar que os seus filhos são a sua cópia, pois os filhos aprendem com as atitudes dos pais e não com que eles querem que seus filhos sejam.
Para que os filhos possam viver com alegria, como verdadeiros seres humanos, os pais têm a missão de orientá-los e educá-los corretamente, pois Deus os confiou para este legado. A tal educação é, nada mais nada menos, que o ensino dado em caso, a disciplina, as boas maneiras.
O Paraíso está dentro de nossos corações e, em outras palavras, devem se criar os filhos para que possam ser capazes de juntar as mãos diante das outras pessoas, ou seja, que possam respeitar a todos e que consigam amar.

A EDUCAÇÃO ESPIRITUAL ANTES DO NASCIMENTO

Tal educação começa no período de gestação. A educação realizada durante o processo de desenvolvimento do feto é tão importante que se acredita que ela influencia grande parte da vida de uma pessoa. O método para evitar a delinquência infantil é fazer com que o espírito da criança não adquira máculas. Veja como é importante já incutir a religião na criança, pois o que é a vida se não uma passagem de aprendizado para que sejamos pessoas melhores quando desencarnarmos.  Educar uma criança sem este conceito, já se perde um dos pilares em sua formação. É necessário que as crianças já pensem no bem e tenham um comportamento correto, preocupando-se sempre em elevar o próprio caráter.
Infelizmente este mundo é regido pelo consumismo exacerbado e pela cultura de querer somente o melhor para si, mesmo sendo que este melhor seja errado e, muitas pessoas que agem assim usam a desculpa de que todo mundo pensa assim. É por isso que a passagem pela porta é estreita, pois enquanto poucos querem melhorar em seu caráter e conseguem pela vontade, outros, que são a maioria, não conseguem combater estas ilusões de que estão sendo espertos, sendo cômodo serem egoístas, afundando-se em seus próprios defeitos, pela Lei Divina de Ação e Reação... e depois reclamam das situações ruins que as acometem.
Quando um casal que vive brigando, cujo bebê ainda está na barriga, o feto a tudo sente, já desde antes do nascimento. Para isso, a mãe, juntamente com o esposo, deve deleitar-se com a beleza da natureza, dirigindo-lhe palavras belas, cantar-lhe canções e transmitir-lhe constantemente sua própria felicidade, pois a felicidade da mãe dá felicidade e esperança à criança que está por nascer.
Assim, a união da família para o nascimento dessa nova vida e o estabelecimento de um ambiente paradisíaco é o primeiro passo para a formação do paraíso no lar, pois a base da educação se estabelece aos três anos de idade.


Antes que o espírito secundário se instale, é importante educar a criança nos aspectos espiritual e material, os quais se tornarão os alicerces da fé.
Deve-se já dar responsabilidade às crianças, pois elas aprendem com grande facilidade. Um exemplo é solicitar que tragam um café... mesmo que derramem e sujem o tapete e, depois que repetirem a mesma coisa, passariam a não derramar uma só gota, trazendo tudo direitinho. E quando dizemos “obrigado” a uma criança com um sorriso, quando lhe fazemos um carinho, a pegamos no colo ou damos um beijo, ela se alegra e sorri e começa a esperar que peçamos algo – é importante que a criança se sinta útil e confiável e, assim, crescerá com plena segurança e autoconfiança, dependendo sempre da paciência em ensiná-la.
Vendo uma criança com vontade de ajudar, não se pode deixar de sentir que, na verdade, o ser humano, originariamente, tem em si a vontade de amar ao próximo. Podemos trocar um tapete sujo de café, mas o desejo altruísta de “querer fazer algo pelo próximo”, que fica gravado no inocente coração infantil, é um tesouro sem preço, que dura por toda a vida.

Enfim, como diz Meishu-Sama (fundador da Igreja Messiânica Mundial), não podemos mimar exageradamente, pois, naturalmente, temos que chamar a atenção da criança quando ela faz alguma arte ou se comporta mal. O sentimento, a mente e o corpo de uma criança pequena são como esponja e, a começar pela luz, absorvem o que é bom e também o que é ruim, resumindo, absorvem tudo.
Deve-se aprender tudo o que for possível na época em que se pode aprender e tal época é o período da tenra infância, por isso a importância de ensinar a diferença entre o bem e o mal, que cultivar o sentimento da alegria do próximo corresponde à nossa própria alegria.
Como uma criança não entende bem o que dizemos, se a menosprezarmos, não a considerarmos com a seriedade necessária, depois poderemos passar por grandes problemas. A criança vê, escuta e sente muito, mas muito mais do que um adulto imagina. Por isso, temos que ter cuidado – o máximo de cuidado!  A criança percebe as atitudes dos pais, mesmo que estes não tenham a consciência disso e depois se surpreendem com o resultado insatisfatório da educação que deram. Pensem nisso!

Texto extraído da revista IZUNOME (nº 20 – setembro 2009), fornecida no Templo Messiânico, com as minhas adaptações.


Katia Souzá



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